Eletrocactus lança novo álbum nesta terça, 4

Em “O Mar Acatou”, banda revela amadurecimento artístico. Novos elementos instrumentais e rítmicos dão os tons atuais da já consagrada difusão harmônico-melódica do grupo, e amplia a imersão nas referências da cultura popular e na sonoridade eletrônica

A banda Eletrocactus iniciou o ano de 2019 em estúdio para registrar seu segundo álbum de composições inéditas, “O Mar Acatou”. O intento é difundir a identidade nordestina a partir de um diálogo amistoso entre as mais díspares tendências da música regional, brasileira e mundial. Desta vez, incluindo novos ritmos e instrumentos característicos da cultura popular, bem como das novas tecnologias. O álbum estará disponível, de forma gratuita, nas plataformas digitais de áudio nesta terça-feira, 4 de junho.

Enquanto o álbum de estreia, “O Dia em que a Fome Morreu de Sede” (2010), foi um disco de trajetória que perpassou as obras criadas desde a concepção da banda até então, “O Mar Acatou” é um exímio recorte do momento atual do sexteto. A densidade e a força das composições demonstram a proposta aguda de discutir a realidade, aumentando o leque rítmico e sonoro.

Algumas das canções que constam no álbum inédito estão entre participantes de festivais, a exemplo de “Todo Cearense Fala Cantando”, que sagrou-se campeã do Festival de Música da Rádio Universitária FM, “Eu Sou o Sol” e “Perainda”, estas agraciadas com participação no concorrido Festival de Inverno da Serra da Meruoca. Entre as novidades instrumentais e sonoras, estão a sanfona, o teclado e módulo de percussão digital (SPD). Já nos ritmos, “O Cordelista” faz debutar o arrasta-pé, tão almejado quanto significativo numa trajetória que sempre colocou em evidência manifestações regionais. O maracatu cearense e o baião ainda permeiam as inusitadas células rítmicas das canções do grupo.

Eletrocactus tem sua substância humana formada por Roberto César e Gleuci Rocha à voz e percussão, Gledson Rocha à guitarra, Wesdley Vasconcelos ao contrabaixo, Danilo Gurgel ao teclado e sanfona e Miguel Ângelo à bateria.

“O Mar Acatou” foi gravado e mixado no estúdio Magnolia Produções, sob a direção técnica de Lucas Guterres, masterizado no estúdio Sage Audio, que fica em Nashville (EUA), por Steve Corrao, e contou com patrocínio do Banco do Nordeste. O disco teve ainda participação especial de Marcelo di Holanda à voz em “Perainda” e Jefferson Portela à percussão, produção musical de Gledson Rocha e produção executiva de Roberto César e Wesdley Vasconcelos.

Rock de cordas e batuques

A Eletrocactus passou pelos principais palcos e eventos culturais do estado, tais como Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Festival Férias no Ceará, Theatro José de Alencar, onde gravou duas canções ao vivo para o DVD “Natura Musical”, Ceará Music, Rock Cordel, Centro Cultural Banco do Nordeste, Teatros do Sesc Emiliano Queiroz e Iracema, Acampamento Latino Americano das Juventudes, Feira da Socioeconomia Solidária, Mostra Sesc Cariri de Culturas e Concha Acústica da Universidade Federal do Ceará.

O relevante trabalho do grupo em prol da música popular brasileira foi reconhecido ao ponto de ser levado a representar a região Nordeste no projeto Mapa Oi Novo Som, com apresentações realizadas no Rio de Janeiro. Agora, visa a perpetrar essa difusão cultural cada vez mais, por meio do compartilhamento da experiência musical da banda, fruto de composições, estudos, e pesquisas sobre as raízes da música popular brasileira, as influências exercidas pela globalização da cultura mundial e a relação da arte com as novas tecnologias.

Concretizado, o novo CD contribui sobremaneira para a difusão da cultura cearense, ao promover um debate sobre valores, crenças, costumes, bens naturais e imateriais da nossa terra, além de manter um diálogo com mais modernas vertentes da música global. Serve ainda como modelo para novas gerações de músicos que ainda iniciam no caminho da afirmação artística.

A disponibilização das músicas e artes visuais de forma gratuita na Internet, com base na licença Creative Commons, vai garantir o amplo acesso do público ao material registrado, democratizando o alcance à cultura e contribuindo para a difusão da arte nativa do Ceará na rede mundial de computadores.

Fotos: José Rosa

Eletrocactus

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